sábado, 5 de novembro de 2011

Um carro de boi parado Debaixo do imbuzeiro


(Imagem extraída do google)


TRÊS JUNTAS DE BOIS PASTANDO
DUAS NOVILHAS PARINDO
O CABRITO SE ESPRIMINDO
E UM JUMENTO RINCHANDO
UM VAQUEIRO ABOIANDO
NO MEIO DO MARMELEIRO
COITADO DESSE VAQUEIRO
DE POSSE SÓ TEM GUARDADO
  UM CARRO DE BOI PARADO
DEBAIXO DO IMBUZEIRO

O PATRÃO MANDA BUSCAR
SEU CAVALO E O EMPREGADO
CORRE DALI DISPARADO
TENTANDO SE APRESSAR
PATRÃO SÓ FAZ ENRICAR
AS CUSTAS DESSE GUERREIRO
QUE TRABALHA O ANO INTEIRO
PENSANDO EM COMPRAR SEU GADO
E UM CARRO DE BOI PARADO
DEBAIXO DO IMBUZEIRO

A SECA VEM PRO SERTÃO
E HOMEM PARTE PRO SUL
SEM NUVENS O CÉU AZUL
VAI TORRANDO A PLANTAÇÃO
E QUEM FAZ EMIGRAÇÃO
SÓ PENSA EM GANHAR DINHEIRO
ABANDONA O SEU TERREIRO
MAS DEIXA COMO LEGADO
UM CARRO DE BOI PARADO
DEBAIXO DO IMBUZEIRO

QUEM VIVE NO LITORAL
NÃO SABE O QUE É RIQUEZA
POIS SE SOUBESSE A BELEZA
QUE HÁ NO MEIO RURAL
COMPRAVA UM RANCHO CAMPAL
 NA SOMBRA DE UM JUAZEIRO
GASTARIA O SEU DINHEIRO
E TERIA POR AGRADO
UM CARRO DE BOI PARADO
DEBAIXO DO IMBUZEIRO


Glosa: Renato Santos
Mote: Saulo Lima
(Foto extraída do google)
 
Com pensamento na mente
Me inspiro e faço poesia
Com um pouco de magia
Eu faço qualquer repente
Faço até o diferente
Com a madeira mais pura
Desenho qualquer figura
Na lasca da goiabeira
Com ferramenta e madeira
Eu faço xilogravura.

Sem precisar de dinheiro
De um cordel a capa eu faço
Com uma faca de aço
Nas matas sou um guerreiro
Com um pé de marmeleiro
Corto o pau faço a mistura
Adiciono uma tinta escura
Tingindo a madeira inteira
Com ferramenta e madeira
Eu faço xilogravura.

Pitu, açúcar, limão
Eu faço caipirinha
Arroz, feijão e galinha
Eu faço uma refeição.
Com uma arma na mão
Eu faço qualquer loucura
Martelo, faca e moldura
Faço uma obra faceira
Com ferramenta e madeira
Eu faço xilogravura.

Sem precisão de roubar
Trabalho pro meu sustento
Com lápis na mão invento
Poesias pra declamar
Só paro se terminar
De forma pura e segura
Depois eu faço a pintura
E vendo no “mêi” da feira
Com ferramenta e madeira
Eu faço xilogravura.



Glosa: Renato Santos
Mote?

domingo, 23 de outubro de 2011

Batalhei, fui a comporta
Pra vencer tirarando sarro
Pois o ENEM foi o carro
Que ao passar me abriu a porta
Fiz a prova que suporta
A mão da oportunidade
Vou deixar minha cidade
Para seguir sorridente
ENEM a porta da frente
De ingressar na faculdade

Fiz de forma singular
O plural fiz de pensares
Viajei a mil lugares
Para poder me encontrar
Fiz tudo espetacular
Agora espero a verdade
Minha nota é a qualidade
Pois no ENEM fui pé quente
ENEM a porta da frente
De ingressar na faculdade.

Renato Santos

Quando a ARTE deixar de existir
O universo completo morrerá
Nenhum pingo de vida existirá
Mas podemos ao mundo colorir.
Se a ARTE da vida interagir
O escuro não vai incomodar
Dar sentido na ARTE é só sonhar
Pois quem sonha faz ARTE diferente
Pois se os anjos soubessem o que é ser gente
Trocariam conosco de lugar.

Renato Santos

quarta-feira, 21 de setembro de 2011

SUPERAÇÃO EM SI MAIOR.

  • Um vídeo produzido por alunos do terceiro ano "f" da Escola de Referência em EnsinoMédio Oliveira Lima. Transmitindo valores morais, a nossa meta é sensibilizar a população e mostrar que ainda existe a saída para todas as nossas dificuldades, basta acreditar que no fim tudo se resolverá. 
     
     
     
    Foi um vídeo com fim na nossa história 
    Onde o homem na frente busca a Deus 
    Mas depois de escutar amigos seus 
    Nem os Deuses nos restam na memória 
    E o Deus que nos deu sempre vitória 
    O deixamos de lado abandonado 
    Mas o mundo dá voltas. Resultado: 
    Caminhamos pra um fim sem salvação 
    Mas bem perto do fim Deus dá a mão 
    E acaba o sofrer e o pecado 
     
    Renato Santos

Década mundial de ações para a segurança do trânsito 2011/2020: juntos podemos salvar milhões de vidas


*

O Setrans realiza o desempenho
De agir e fazer suas funções
Onde o Trânsito seguro tem razões
Qualidade de vida um bom desenho
Quem promove além do seu empenho
Segurança pra gente viajar
E tranquilos quem sabe até pensar
Em fazer das estradas liberdade
O Setrans vem mostrando a qualidade
Que transforma a estrada um bom lugar

 *

O planeta precisa nas estradas
Novas leis que assegurem motoristas
Evitar acidentes com ciclistas
Promovendo medidas renomadas
E fazer das ações abandonadas
Novas regras seguidas com verdade
Que o trânsito caótico da cidade
Tem deixado o povo estressado
Nisso tudo que existe e foi citado
O Setrans vem mostrando qualidade

*
Quem duvida da paz em rodovias
O Setrans vem mostrando qualidade
Quem quiser comprovar a realidade
O Setrans tem seus guardas em suas vias
Pro ciclista restou às ciclovias
Que existem também e vou citar
Que o transporte mais digno de se usar
São as leis respeitadas rigorosas
Pois estradas que eram perigosas
Hoje em dia são boas de se andar

*
O Setrans vem mostrando qualidade
No setor da gestão nacional
Com ações nesta década mundial
Segurança será a liberdade
O bafômetro será pra a humanidade
A medalha estampada nos padrões
Faz realce inovando nas visões
De um mundo mudado e humanista
Segurança do trânsito é a vista
Com apoio das organizações

 *

Abolindo as mortes imaturas
Por motivos se vez nem voz ou juz
O Setrans é que acende uma grande luz
Acendendo os caminhos às escuras
Vamos juntos formamos leis maturas
Que atendam com vez com voz com glória
Se deixarmos escrito uma grande história
O planeta agradece e diz amém
Venha junto fazer você também
Um Brasil orgulhoso na memória

*
Acidentes serão tão reduzidos
E os feridos terão atendimento
Guardas novos vestindo o fardamento
Infrações com problemas reduzidos
Os semáforos farão os esquecidos
Atenderem ao novo regimento
Com uma simples pitada de talento
O Brasil vai pra frente de uma vez
Motoristas com sua sensatez
Nós teremos a sorte a nosso vento

*
Quem precisa mostrar sua cultura
Contribui para o cooperativismo
Se acaso num dia de alcoolismo
For preciso sair use armadura
Compre um carro de espuma e atadura
Depois vá procurar um conselheiro
Se beber não dirija companheiro
Pois quem bebe pra ver perde a razão
E acidentes são tidos de montão
Porque a conta da morte é sem dinheiro

*
Sem contar os milhões que são gastados
Com reformas do patrimônio nosso
Demonstrando somente o que bem posso
Cofres públicos que são esvaziados
Os dinheiros que ali são reservados
Poderiam empregar milhões de gentes
Que o futuro sem vez dos negligentes
Prejudica o futuro do país
Pense certo e faça valer bis
O país de atitudes conscientes

*
Poderemos salvas milhões de vidas
Conseguindo fazer a diferença
Se unidos fizermos esta crença
Promulgar os direitos dar partidas
Evitando os rachas e as corridas
Formaremos de vez um novo estado
E assim construir novo legado
Quem quiser comprovar o oficialismo
Para o bem da cultura e do turismo
O que resta é dizer muito obrigado

Renato Santos

domingo, 18 de setembro de 2011

Mote: JULIANO CAMPOS
Glosa: RENATO SANTOS

Tantas boas lembranças inda tenho
dos bons tempo de minha mocidade
Onde o tempo passou e fez verdade
E da casa deixou só o desenho
Junto dela restou só o engenho
E a calçada rachada e sem cancela
Quem passou sua vida a morar nela
Hoje guarda a lembrança camuflada
Casa velha num canto abandonada
Faz o dono chorar com pena dela

Toda casa de canto esquecida
Já reinou os bons tempos de fartura
Onde o dono comendo rapadura
Se deitava numa rede estendida
Se orgulhava em viver levar a vida
E deitado reinar nessa aquarela
Mas o tempo ao passar deixou mazela
E as aranhas na casa fez morada
Casa velha num canto abandonada
Faz o dono chorar com pena dela

Renato Santos

Presepadas de menino


Nunca sei lhe dizer quantas lapadas
De chinelo levei por perder um
Não gostava de ter chinelo algum
E os que eu tinha fazia presepadas
Os perdia em fruteiras das fachadas
E até mesmo perdia ao jogar bola
Na inocência de ser um criançola
Dez chinelos não davam pra dois meses
Já perdi o chinelo muitas vezes
Atirando em um pé de castanhola

Renato Santos

sexta-feira, 16 de setembro de 2011

Jovem: Acordai-vos para o presente.

 

Mote:  modificado do original de autoria Fabiana do Prado   
"Se a juventude soubesse a sua força
Segurá-la ninguém podia não"

Glosa: Renato Santos

Quanto à lei nove mil três nove quatro  
Barra nove com seis no regressivo
Que prevê o aumento progressivo
Na jornada escolar se faz teatro
Mesmo sem formação, psiquiatro.
E respondo quem faz a decisão
Quando estudo integral tenho noção
Que o saber só me deixa em evidência
Pois se o jovem soubesse a sua essência
Segurá-lo ninguém podia não

[Lei (9.394/96) Quanto à educação parágrafo 34]

*

Constatar nesses marcos tão legais
Que em projetos podemos adotar
Muitas metas podemos planejar
Garantindo assim os ideais
Com escolas em tempos integrais
Nós podemos propor evolução
Só nos basta um alguém que dê a mão
Para assim demonstrarmos consciência
Pois se o jovem soubesse a sua essência
Segurá-lo ninguém podia não

*
Basta um braço que apóie a nossa luta
E uma “CASA” que cumpra o ideal
Sendo assim a Assistência Social
Pode muito ajudar nossa conduta
E assim atender nossa labuta
Pois queremos apenas atenção
Se nós somos futuro da nação
Vale apena investir nessa ciência
Pois se o jovem soubesse a sua essência
Segurá-lo ninguém podia não

*

Quem quiser conquistar o impossível
Basta apenas buscar ser altruísta
Basta apenas fazer com que se invista
Nas maneiras mais fáceis do possível
Basta apenas tornar mais acessível
O espaço do jovem, ter ação
Quem buscar dar um pingo de razão
Mostrará que é forte a resistência
Pois se o jovem soubesse a sua essência
Segurá-lo ninguém podia não

 *

Num programa de apoio aos excluídos
Colocar um emprego em cada lar
Se a carteira assinada faz mostrar
Que o país é um dos mais evoluídos
Mas no emprego os jovens esquecidos
São apenas alguém sem servidão
Basta dar uma chance um empurrão
Para assim demonstrar nossa existência
Pois se o jovem soubesse a sua essência
Segurá-lo ninguém podia não

*
Vamos juntos buscar novos projetos
Um futuro melhor pra o nosso povo
Renovar e buscar algo de novo
Pra formarmos milhões de arquitetos
Vamos juntos tornar jovens completos
Para assim esquecer a exclusão
E quem sabe ganhar na evolução
Investindo bem mais na adolescência
Pois se o jovem soubesse a sua essência
Segurá-lo ninguém podia não


Renato Santos