quarta-feira, 17 de outubro de 2012

Sou do Pajeú das flores/Tenho razão de cantar!

Sou da terra de Marinho,
Poeta tão genial
Eu sou do berço imortal
Onde a poesia é pinho
Sou o pássaro do ninho

Que canta igual o rimar
Eu digo e posso afirmar
Entre tantos precursores:
Sou do Pajeú das flores
Tenho razão de cantar!

Eu venho da região
Que poesia é pura meta
Quem não é doido é poeta
E não falta a inspiração
Eu sou do lugar que o chão
Brota poesia em pomar
Qualquer verso que plantar
Já nasce com mil louvores
Sou do Pajeú das flores
Tenho razão de cantar!

Não sou eu nenhum profeta
Mas digo com ousadia
Que ainda vai chegar o dia
Que todo mundo é poeta
Pra completar minha meta
Termino por convidar
Qualquer pessoa que amar
Ou no peito sentir dores
Vá ao Pajeú das flores
Pra ter razão de cantar!

*
Renato Santos

quarta-feira, 19 de setembro de 2012

CALADO


Uma vez na sala de aula uma garota me pediu para ficar calado quando eu recitava uma poesia, lhe respondi assim:

O SILÊNCIO QUE DEVE SER MANTIDO
EM MOMENTOS BANAIS DE EXCLUSÃO
É O SILÊNCIO QUE DEVE SER ROMPIDO
POR BARULHOS DO NOSSO CORAÇÃO

COMO FAÇO, IGNORO A MULTIDÃO,
A QUE EU FALO E PRA  MIM NÃO DÁ OUVIDO?
OU ME GUARDO NA SIMPLES CONDIÇÃO
DE ESQUECER QUEM ME FEZ DE ESQUECIDO?

VOU TENTAR ESQUECER QUEM ME IGNORA
VOU CALAR EMOÇÕES DE HORA EM HORA
PARA ASSIM MINHA VIDA SER COMPLETA.

PEÇA A VIDA E O AMOR QUE ME RESTOU,
PEÇA TUDO NO MUNDO QUE TE DOU.
SÓ NÃO PEÇA O SILÊNCIO DE UM POETA!
*
Renato Santos

domingo, 9 de setembro de 2012

Tribunal do amor

Depois da separação
No tribunal do amor
O advogado da dor
No processo da paixão
Arquivou a petição

Me deu por causa perdida
E eu te perdi minha vida
Por causa desse patrono
E o sofrimento é o dono
Do resto da minha vida.
*
Renato Santos

A janela do peito escancarada/Deu entrada ao amor sem precisão.

A saudade bateu nos pensamentos
Quando eu quis te querer você partiu
E ao partir a saudade me feriu
Pois passei a lembrar nossos momentos
Com concreto enterrei meus sentimentos
Só deixei uma porta pra paixão
E a chave guardei no coração
Mas deixei uma parte inacabada
A janela do peito escancarada
Deu entrada ao amor sem precisão.
*
Renato Santos

Mote: Ô meu bem vê se para de besteira/E perceba que estou apaixonado.

Eu te dei uma chance de notar
Que meu peito se abria por você
Mas você desprezou nem sei porque
Sem nem mesmo um motivo pra falar
E agora eu sofrendo por te amar
De minuto em minuto embriagado
Sem se quer ter você bem do meu lado
Eu me dano a beber na roedeira
Ô meu bem vê se para de besteira
E perceba que estou apaixonado. 
*
Renato Santos

sábado, 8 de setembro de 2012

A letra da pátria ou o hino da corrupção?


Minha singela homenagem ao feriadão de sete de setembro:

"Verás que um filho teu não foge a luta"
Foram estas palavras proferidas
Mas também vou lembrar das esquecidas
Que o autor ao fazer desconheceu.
Nosso sol não tem brilho igual outrora
Mas políticos roubando tem agora
Esse hino é da pátria, não é meu!

Cada estrofe só mostra uma mentira
Que o tempo tratou de esconder
Bela rima, país pra se viver
Quando uns tem migalha outros milhões
Este é um país de ideal
É a sexta potência mundial
E é primeiro em políticos ladrões.

Vamos todos cantar a independência
Nesta data tão célebre e de porte
Quem falou ter: "INDEPENDÊNCIA OU MORTE"
Pode até ter pensado em "alforria"
Mas não soube que existe um futuro
E que este tem luz mas deixa escuro
A visão de milhares todo dia.
*
Renato Santos

Equilíbrio: a balança e a espada

A justiça horizonte do Direito
Na Balança e na Espada em evidência
Equilíbrio formando uma ciência
Sendo a tríplice essência do perfeito
Com o Fato, Valor, Norma no peito
É possível pensar mais diferente
E mostrar para o mundo claramente
Que unidos vencemos qualquer luta

A espada sozinha é força bruta
Sem espada a balança é impotente.

*
Renato Santos

quinta-feira, 30 de agosto de 2012

LUIZ GONZAGA: O NORDESTE TEM ELE COMO REI E O MUNDO CONHECE O SEU BAIÃo


LUIZ GONZAGA:O NORDESTE TEM ELE COMO REI E O MUNDO CONHECE O SEU BAIÃO


Gonzaga mostrou ao mundo
O poder do nordestino
Com um saber oriundo
Das canções fez seu destino
Ganhou fama, fez papel
Ilustríssimo menestrel
Que a arte em si é fundida
Na sanfona fez história
E nos deixou na memória
Que mesmo a morte trás vida

*

HÁ CEM ANOS NASCEU UM PEREGRINO
QUE MUDOU O NORDESTE BRASILEIRO
FOI HEROI, FOI VALENTE, FOI GUERREIRO
DESDE OS TEMPOS QUE ELE ERA MENINO
ENFRENTOU COM BRAVURA O SEU DESTINO
É O REI DO NORDESTE (UMA NAÇÃO)
APLAUDIDO NOS PALCOS DO SERTÃO
NO FORRÓ, ELE FOI UM BOM SENSEI
O NORDESTE TEM ELE COMO REI
E O MUNDO CONHECE O SEU BAIÃO

*

ASSUM PRETO, ASA BRANCA, ENCANTANDO
Ô MENINA XOTANDO, OLHA PRO CÉU
ALVORADA DA PAZ -TIRO O CHAPÉU-
NUMA TRISTE PARTIDA FOI DEIXANDO
O SERTÃO QUE ATÉ HOJE ESTÁ CHORANDO
QUANDO LEMBRA QUE A NOITE É DE SÃO JOÃO
COM O XOTE ECOLÓGICO GONZAGÃO
NAS QUADRILHAS JUNINAS É A LEI
O NORDESTE TEM ELE COMO REI
E O MUNDO CONHECE O SEU BAIÃO

*

Das canções desse homem tão famoso
Maioria se faz hoje presente
Sua vida pra muitos foi vivente
De um arcanjo tão belo e glorioso
Transformava o feioso em formoso
Sendo a arte, a poesia, a rima, e a glória
Ficará para sempre na memória
Da nação envolvente do sertão
Foi saudoso foi pai, REI DO BAIÃO
O seu nome é um marco na história.

*

Sua vida viveu como ninguém
Para a fama um dia alcançar
Teve muito na vida o que enfrentar
Foi a prova que o bem só traz o bem
Igualmente não existiu ninguém
E as pessoas choravam de emoção
Mas também ele sempre campeão
Humildade pregou sem ter besteira
Foi um astro da música brasileira
Foi o grande LUIZ REI DO BAIÃO

*

O Nordeste este ano comemora
Uma data de história mais completa
São cem anos de um gênio de um profeta
Que pregou seu saber Brasil afora

Na poesia foi mestre sem demora
Encantou com seu ver de um poeta
Fez canções atingindo a sua meta
E depois para o céu partiu embora

Mesmo longe da terra dos mortais
Suas letras deixaram ideais
Que o tempo arquivou como verdades

Nos castelos da vida já reinou
Não morreu, ele apenas nos deixou
Com um peito clamando por saudades.


Renato Santos

Nossa história

Desenhei nos cadernos da paixão
O retrato do amor que cultivamos
Na borracha do tempo relaxamos
E depois apagou-se a relação
Resolvi escrever no coração
Pois na tinta do amor somos mortais
E teu nome arquivei nos meus anais
Pois teu nome em minha vida continua
Escrevi a historia minha e sua
Depois quiz apagar não pude mais
*

Renato Santos

Sem querer

Uma enorme amargura hoje carrego
Por não ter te falado o que eu sentia
Quando quis te falar você partia
Sempre pude ver tudo mas fui cego
A pensar em você hoje me pego
Afogado num mar com meus tormentos
Sem poder te falar meus sentimentos
Eu só guardo de ti lembrança e dor
Sem querer declarar-te o meu amor
Acabei te arquivando em pensamentos
*
Renato Santos