terça-feira, 7 de maio de 2013

Cenário

Os teus beijos borrados de batom
São a prova do amor que nós trocamos
E o retrato da noite que passamos
Permanece no cheiro do edredom

Teus sussurros causando um belo som
No cenário de amor que festejamos
E o mais belo desenho que pintamos
Esculpiu-se em teu corpo em tom marrom

Os olhares picantes, sem medidas
Tantas frases caladas entendidas
Cada pêlo do corpo arrepiado

Com o cheiro no ar de tentação
Nossos corpos fazendo a união
Este foi meu cenário de pecado

Renato Santos

segunda-feira, 6 de maio de 2013

Não durmo mais sem rezar

Se o nosso amor teve fim
Eu não te devo desculpa
Não fui eu quem teve culpa
De te ver sozinha assim
Colocando a culpa em mim
Por nosso sonho acabar
Tu não sabe o que é amar
Te vi em sonhos te digo
Se ontem sonhei contigo
Não durmo mais sem rezar

Vou pedir a proteção
Do meu anjo mais divino
Para que em meu destino
Não haja mais ilusão
Ter outra desilusão
Quanto o contrato é sonhar
Só penso que ao cochilar
Sonhar contigo é castigo
Se ontem sonhei contigo
Não durmo mais sem rezar

Renato Santos

Sextilhando a saudade

Hoje os gritos da saudade
Ficam presos na garganta
É melhor ficarem presos
Saindo a todos espanta
Tem quem canta mas não diz
E tem quem diz mas não canta

Eu mesmo sofro de um mal
Que maltrata de verdade
Surgiu ninguém sabe onde
E onde chega ele invade
Divulguem todos seu nome
Esse mal é a saudade

Quem ama e não é amado Sozinho sofre também

Quando se trata de amor
Um coração não convém
Ficar tomando sozinho
As dores de outro alguém
Quem ama e não é amado
Sozinho sofre também

Renato Santos

Soneto

Desatino as lembranças do passado
Pois lembrança é somente o que restou
E a distância porém só aumentou
Construindo um amor desmoronado

Um começo tão certo e um fim errado
Um amor que no fim desmoronou
E a lembrança foi tudo o que ficou
Entre as brechas de um peito apaixonado

Só ficaram destroços da paixão
E um poeta colhendo a ilusão
Nos escombros da vil fatalidade

E o castelo ao ruir perdeu a cor
De que vale eu mexer no nosso amor
Se a poeira que volta é de saudade

Renato Santos
Não admiro a cobiça
Do homem que trai a amada
Nem vivo preso a detalhes
Mas a lembrança é pesada
E nem sei como é que se vive
Sem ter saudade de nada

Renato Santos

No mote de Pedro Bandeira

Relembrando o cenário do sertão
Cinco e meia da tarde o céu se pinta
E o crepúsculo nas nuvens feito tinta
Dão um ar de alegria e de emoção
Surge um cheiro de amor e de paixão
Quando a lua despeja o brilho seu
Onde o raio do sol já se perdeu
E o escuro surgiu como uma fonte
Vi a noite enlutando o horizonte
Com saudades do dia que morreu

Glosa Renato Santos
No mote de Pedro Bandeira

Não existe cenário mais bonito Que uma noite de lua no sertão

As estrelas no céu moldando as cores
Um romântico fazendo uma seresta
O olhar da mulher fazendo festa
No feitiço que envolve os dois amores
Um poeta pra dama entrega flores
Despertando em seu peito uma paixão
E a amada se entrega na ilusão
De encontrar em seus braços o infinito
Não existe cenário mais bonito
Que uma noite de lua no sertão

Mote de Pedro Bandeira
Renato Santos

Amar sem pedir favor

Eu admiro a coragem
De alguém que sofre calado
Ama sem pedir amor
Doa amor sem ser lembrado
Existe só para amar
E ama sem ser amado

Renato Santos

Sextilhando

Saudade quando maltrata
Deixa um cheiro de pecado
A alma pedindo amor
E o peito fragilizado 
Um poeta sem poesia
E um coração maltratado

Renato Santos